— ( via❥ O3December )

Tirei essa foto hoje em uma livraria aqui da cidade. O senhor, um provável morador de rua estava se divertindo de boa na lagoa lendo um livro aleatório de literatura da estante, com alguma dificuldade, acompanhando as palavras e as formando aos poucos com os lábios, balbuciando algumas sílabas como vocês podem ver.
Em poucos minutos dois seguranças chegaram andando com pressa acompanhados do gerente, pegaram-no pelo braço e o carregaram para fora à força. O senhor não reagiu, só baixou a cabeça e foi chorando até a rua. Fui atrás, com pena, e pude vê-lo encostar em um muro, sentar no chão e continuar chorando em posição fetal.
Brasil, Brasil, Brasil…
Texto e foto tirados do facebook

“As pessoas vem, as pessoas vão… e o Cazuza foi e faz muita falta. Eu, sinceramente, sinto muito a falta dele, porque ele era uma espécie de ponto de referência, sabe? Nós temos o mesmo signo, a mesma idade, gostamos de Billie Holliday e de milkshake… Mas ele se foi… só que eu acho que a poesia dele fica para sempre… Eu me lembro que no lançamento de Que País é Este, em 87, o Cazuza foi lá, já bem doente. Ele me disse uma vez que foi aquele negócio de ‘inveja criativa’ e quando ele ouviu Que País é Este foi aquela inspiração p/ ele escrever Brasil, que é uma das músicas… mais importantes. E todo mundo fala nos músicos dos anos 80… e o interessante disso é que Cazuza não é só dos anos 80… é pra sempre.
Renato Russo, sobre Cazuza (1995)
- Das que ficam.
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto.
E destes dias tão estranhos
Fica a poeira se escondendo pelos cantos



